Pelo voto nas mulheres que representem as pautas femininas – Candidata Karina Sena

Por Vitória Fox

A Imprensa está recebendo entrevistas maravilhosas de candidatas declaradamente feministas com sede de mudanças. A entrevista de hoje é com Karina Sena (13001), candidata a deputada distrital no DF pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Karina é sindicalista, feminista e militante LGBT. É diretora do Sindicato dos Bancários de Brasília desde 2013, presidente da Articulação Brasileira de Bissexuais (ARTBI), diretora da Articulação Brasileira de Gays (ARTGAY) e membro do comitê distrital de combate à homolesbobitransfobia. É a primeira vez que Karina se candidata à deputada distrital aqui no DF.

Imprensa Feminista: Prezada Karina, antes de mais nada gostaríamos de agradecer pela sua disposição em conceder essa entrevista. Para começar, que tal falar um pouco sobre a sua trajetória política?

Karina Sena: Olá Imprensa Feminista,eu agradeço por este espaço!

Minha trajetória política se iniciou em 1989, quando aos 11 anos comecei a militar no PT na campanha de Lula. Desde criança sempre me posicionei contra o que considerava injusto, já me percebia como feminista e LGBT, nunca aceitando as imposições clássicas de como uma mocinha deveria se comportar. Mais tarde estudei História e Serviço Social na Universidade de Brasília, ingressando no Banco do Brasil em 2003 logo me destaquei na luta sindical. Em 2013 fui eleita Diretora do Sindicato dos Bancários de Brasília. Atualmente também sou presidente da Artbi “Articulação Brasileira de Bissexuais”, Diretora da “Artgay”, membro do comitê distrital de combate à Homolesbobitransfobia aqui no DF. Voltei a estudar Turismo na UnB onde sou também Diretora do Centro Acadêmico. Concorro pela primeira vez ao cargo de Deputada Distrital para dar continuidade a construção das nobres companheiras que me antecederam: Erika Kokay, Lúcia Carvalho, Maria Laura, Rejane Pitanga, entendendo também a urgência de um mandato de Direitos Humanos na Câmara Legislativa do DF para contrapor os fundamentalistas que aí estão.

IF: Qual é a importância política do feminismo?

Karina: A importância política do feminismo é a de alcançarmos a justiça social. Não existe socialismo sem feminismo. Enquanto houverem relações desiguais a violência vai perdurar e não alcançaremos índices de desenvolvimento humano satisfatórios, isto é fato.

IF: Uma das questões mais importantes para o feminismo é a legalização do aborto. Você é a favor dessa pauta? Caso você seja, quais os desafios a serem superados para a conquista desse direito no Brasil?

Karina: Sou radicalmente favorável à despenalização do aborto e acredito que conseguiremos avanços na pauta nos próximos 4 anos. Os meios para alcançarmos é a defesa incansável da Laicidade do Estado e uma composição de todas as bancadas favoráveis à causa, deixando de lado eventuais sectarismos partidários para trabalharmos até a alteração do código penal que criminaliza a mulher. Há que se fazer campanhas de sensibilização da sociedade para este problema de saúde pública. Tive a sorte de não passar por esta situação crítica, mas e as outras mulheres que morreram e morrerão até que se trate esta pauta de forma humanizada é o que me preocupa. Despenalização: vamos salvar mais vidas do que se continuarmos de braços cruzados.

IF: Segundo os dados do IBGE, as mulheres representam 51,3% da população brasileira, e mesmo assim somos minoria a ocupar cargos políticos. Na sua opinião, como podemos mudar esse cenário?

Karina: A falta de representantes que reflitam o perfil da população brasileira será resolvido com uma reforma política, financiamento público de campanha e voto distrital.

IF: Como garantir laicidade do Estado com bancadas religiosas tão fortes e com os partidos fazendo tantas coligações?

Karina: Garantir a Laicidade do Estado é papel de cada um de nós que somos cientes dos perigos que um aprisionamento religioso pode causar. Vamos a Luta!

IF: Quais as dificuldades que você enfrenta no dia a dia da política por ser mulher?

Karina: As dificuldades são as mesmas de qualquer trabalhadora, conciliar família, estudos e carreira, em um nível um pouquinho mais complexo!! A peleja é dura, mas eu vou seguir lutando até que todas nós sejamos livres!

Imagem enviada pela candidata.

Imagem enviada pela candidata.

Karina Sena dedica essa entrevista à sua mãe, que segundo ela é “uma das primeiras mulheres divorciadas do Brasil, que me ensinou a querer o inteiro e não pela metade.”

Postado originalmente em: http://imprensafeminista.tumblr.com/post/98920434113/pelo-voto-nas-mulheres-que-representem-as-pautas 

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