Pelo voto nas mulheres que representem as pautas femininas – Candidata Raquel

Por Juliana Rocha / Colaboração: Stephanie Ribeiro

Nossa entrevistada de hoje é Raquel, candidata a deputada estadual (16107) pelo PSTU de São Paulo, mulher, negra e socialista.

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Arquivo pessoal de Raquel

Imprensa Feminista: Você poderia falar sobre sua trajetória política?

Raquel: Sou trabalhadora dos Correios e minha trajetória política inicia-se no movimento sindical como delegada sindical. Logo em seguida vou fazer parte da direção do Sintect-vp Sindicato dos trabalhadores dos Correios que já estou no segundo mandato.Sou militante do PSTU desde 2007 em 2012 participei das eleições como vice prefeita na chapa com Ernesto Gradella. Pra além disso sou militante do Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe que faz a discussão racial a nível nacional.
IF: Quais as dificuldades que você enfrenta no dia a dia da política por ser mulher e negra?
Raquel: O fato de ser uma mulher negra, moradora da periferia, me traz algumas dificuldades. Além do machismo que é latente na sociedade ainda tenho que enfrentar as adversidades  que o racismo nos coloca todos os dias. Esses atrasos da sociedade capitalista muitas vezes impede o ingresso das mulheres negras na vida política.
IF:  Segundo o IBGE, 27% da população brasileira é composta por mulheres negras. Ou seja, a maioria das mulheres. Mas também trata-se da minoria com acesso à dignidade. Quais são suas propostas para mudar esse quadro?
Raquel: A proposta do meu partido é criar políticas publicas que vão de encontro as necessidades de todas as mulheres. Considerando que as mulheres negras estão na base da pirâmide social e são quem tem os piores salários,  são as que mais sofrem com as violências domésticas e que tem os piores níveis escolares. Precisamos melhorar o acesso as delegacias de mulheres com funcionamento 24 horas. Incentivo escolares para que as mulheres negras tenham acesso a educação pública e de qualidade com isso acabar com as diferenças salariais que existem.
IF:  Dos 513 deputados federais, apenas 44 são negros. Na assembléia legislativa são por volta de 46, e alguns estados não possuem sequer um parlamentar negro. No caso das mulheres negras, essa diferença é ainda mais acentuada*. Qual a importância da mulher negra conquistar maior representatividade na política?
Raquel: A importância das mulheres negras estarem inseridas nos espaços políticos é para que tenhamos representantes que de fato criem políticas publicas para a maioria da população brasileira para acabar com o abismo social que ainda existe entre brancos e negros.
Imagem enviada pela candidata.

Imagem enviada pela candidata.

IF:  Você é a favor das cotas raciais?
Raquel: Sim, sou a favor.As cotas são reparações pela centenas de anos de atraso que infelizmente o povo negro  esta condicionado.
Basta que vejamos os índices que apontam a real condição da juventude negra.
IF:  Qual é a sua posição sobre o direito ao aborto?
Raquel: A mulher tem o direito de decidir sobre o seu corpo mas a maior discussão é que morrem dezenas de mulheres vítimas de aborto clandestino. E essas mulheres tem cor, raça e classe social. São as mulheres negras e pobres porque só pra elas o aborto é ilegal enquanto a mulher rica  paga caro  para realizar um aborto sem risco algum.
IF: Qual é a importância política do feminismo negro?
Raquel: A importância do feminismo negro é para lutar contra toda a situação que vivem as mulheres negras. Pra além disso também lutar contra esse estereótipo que nos coloca cada vez mais como um produto a se vendido como a carne mais barata do mercado.
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