Eita, Império!

Por: Stephanie Ribeiro

Rede Globo

Rede Globo

Estou tentando realmente segurar esse forninho que é entender a trama de Império. Mas vamos lá:

O Comendador

Bem incrível essa personagem um homem, que dormiu com a mulher do irmão, que tem uma filha que não assume, que mantem um romance controlador com uma menina e que não queria que a mulher tivesse um amante (Só ele pode, hummm homem merece um biscoito depois dessa). MAS afinal ele é o herói, o amado por muitos que assistem à novela. Já que Rede Globo  mulher geralmente é vilã.

Vilão é Vilã

Se todo mundo parasse pra perceber que a maioria das novelas coloca a mulher como a vilã a maldita, a odiada entenderia o caráter machista de todas essas produções. O pior é entender que a mulher é taxada como a malvada pelo comportamento parecido com algum homem da trama, que pode ser o herói. Exemplo se a mulher trai ela é a destruidora da família, a errada, o homem é só um seguidor do seu instinto. Se a mulher é traída a novela inteira, como nessa trama, e se mostra amarga e cansada, a culpa é dela e não do medíocre do marido que só pensa no trabalho. A Cora outra personagem da novela é taxada como interesseira, mas que eu me lembre o José Alfredo só enriqueceu por conta das tramoias em relação as pedras preciosas, isso não é ser interesseiro? Porém a mensagem não é a mesma, o escritor direciona um ódio pra um e não pro outro, e o telespectador compra essa ideia e pronto. Outra questão vendida e naturalizada é a objetificaçao da “doce criança” do ~herói~ da novela…

Maria Isis

A moça que faz alusão a uma criança, havia varias cenas dela só de sutiã, geralmente algo mais infantil. É a amante sem vida, que depende do homem, que não sai de casa, que não estuda que tem dinheiro se ele der, que não pode usar o dinheiro como quer, que tem uma empregada negra. Sim a figura da negra que serve e humilhada está nessa novela aos montes, não sei o que é pior de todo esse contexto, a alusão a uma pedofilia, a alusão a uma sinhá, a alusão a uma bonequinha de luxo…

E a visibilidade?

Então falando em negros a visibilidade fica só pra Juju, triste né, um país com mais da metade da população negra, continua produzindo materias que tratam a gente como invisível. No dia que metade de uma novela das noves for negra e o tema não ser escravidão, nossa o mundo para de girar.   Nesse tema ainda temos o surto do moço por que o pai dele tinha um namorado, o mesmo moço que agrediu uma travesti, o mesmo moço que será gay, na verdade homofóbico porque está no “armário”. O desfavor GRITA nessa trama, desde quando é positivo dizer que opressor é um gay “enrustido” isso é senso comum e não ajuda em nada.

Como também abordagem sobre aborto nem um pouco.

A moça engravida a moça não quer o filho, dois homens dizem que ela tem que ter. No dia que nossos corpos e útero forem nossos, o planeta para de rodar pra dançar o Tchan. É absurdo num país onde essas questões são tratadas da pior forma possível, onde mulheres morrem por não ter acesso a um aborto legal e seguro, uma novela coloque dessa forma o que deveria ser uma escolha da MULHER.   O pior é o possível desfecho, uma moça com depressão presa em outro apartamento, incrível como esse Comendador adora por mulher em apartamentos para controla-las, que após ter o filho termina feliz com o pai dele. Oi?????? Se uma de nós quer ou não ter um filho, isso é problema nosso e romantizar essas atitudes opressoras para com uma mulher, não AJUDA!

Sim eu sei, não dá pra esperar coisas boas da Rede Globo, mas só queria criar esses tópicos, porque as questões abordadas são atuais, a forma que a mídia coloca que é retrograda Império seu forninho caiu.

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2 Respostas para “Eita, Império!

  1. E ainda tem a personagem “xama summer” que é verdadeiro deserviço a comunidade LGBT. A globo me dá desespero!! Como vc mesma disse não se pode esperar muito dela mas acho super importante levantar essas questões até porque não podemos desconsiderar a real influência da mídia e , principalmente, das novelas na manutençao de tudo que lutamos contra.

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    • Reiterando que a personagem da Xana é baseado em uma pessoa que existiu mesmo em alguns desses morros do rio, onde ela também fazia sempre caridade. Acho que não é um deserviço, e sim, um favor pois está mostrando que um transexual pode ser uma pessoa honesta, de bem, muito querida na comunidade e sem vulgaridade.

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